Publicada em 18/9/2026 às 9h54
Por Redação
O Sistema Único de Saúde (SUS) começou nesta semana a disponibilizar a vacina pneumocócica 20-valente conjugada (VPC20) para a população de 85 anos ou mais. A medida amplia a proteção contra a doença pneumocócica, responsável por manifestações graves como pneumonia, meningite e sepse, e reforça a importância da vacinação para uma população mais vulnerável a complicações decorrentes de infecções respiratórias. A vacina já está disponível no SUS desde junho de 2026 para crianças menores de 5 anos e grupos com condições especiais de saúde. Até início de setembro, mais de um milhão de doses do imunizante já haviam sido aplicadas no país, um avanço fundamental na saúde pública.
A estimativa populacional do grupo 85+ elegível à vacinação é de 2,3 milhões de pessoas no Brasil, e a recomendação do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 90% da população-alvo. Cerca de 1 milhão de doses já foram distribuídas aos estados para apoiar a implementação da estratégia³. Pessoas com 85 anos ou mais estão entre os grupos mais vulneráveis a infecções respiratórios e suas complicações. Essa maior vulnerabilidade está relacionada a diferentes fatores do envelhecimento, incluindo a imunossenescência – processo natural que provoca mudanças na resposta imunológica e pode reduzir a capacidade do organismo de combater agentes infecciosos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica tem presença expressiva entre adultos a partir dos 60 anos, com impacto ainda maior nas faixas etárias mais avançadas6 nas quais condições crônicas mais frequentes, como diabetes e hipertensão, também podem aumentar o risco de infecções e de evolução para quadros graves. Nesse contexto, manter a vacinação em dia é uma importante medida de prevenção e proteção dessa população.
A doença pneumocócica é causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo) e pode provocar diferentes manifestações clínicas, incluindo pneumonia, meningite, sepse e otite média. Entre os idosos, especialmente aqueles com comorbidades, uma infecção pode comprometer o controle de doenças preexistentes, agravar condições metabólicas, cardiovasculares e respiratórias e aumentar o risco de hospitalização.










