COTIDIANO

Prefeitura contrata estudo para implantar teleférico na Brasilândia e depois recua

Publicada em 16/3/2026 às 10h16

Por Redação

Um dia depois de firmar contrato de R$ 1,9 milhão com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para analisar projetos de implantação de teleférico na Brasilândia, e VLT (veículo leve sobre trilhos) no centro, a prefeitura rescindiu a contratação. A rescisão unilateral do contrato está em uma publicação extra feita na noite da última terça 10, no Diário Oficial do Município. É assinada por Celso Jorge Caldeira, secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte.

Sem explicar detalhes, em nota a prefeitura disse que decidiu avançar nos estudos internos para implantação do Bonde São Paulo, como é chamado o veículo do centro, e do sistema de teleférico na Brasilândia, “antes da contratação de um verificador independente”. O contrato foi firmado na segunda-feira (9), com prazo de 14 meses. Do total de R$ 1,9 milhão, R$ 700 mil seriam para o teleférico.

O estudo para a implantação do teleférico causou polêmica no ano passado, em parte por críticas anteriores da gestão Nunes ao então candidato Pablo Marçal (na época no PRTB, hoje no União), que defendeu um sistema de teleféricos nas eleições municipais de 2024.À época, o prefeito respondeu a jornalistas, contudo, que se trata de uma situação “específica”, ligada ao relevo da Brasilândia, em que moradores precisam se locomover por vielas e escadões.

À tarde, antes da rescisão, a prefeitura afirmou que o projeto está em “fase preliminar de estudos técnicos”. “O objetivo é avaliar possíveis alternativas de mobilidade urbana sustentável para a região, sem que haja, até o momento, decisão administrativa sobre sua implantação”, disse. A nota também aponta que a atual etapa analisa “características como a topografia da região, a demanda potencial de deslocamentos e possíveis formas de integração com o sistema de transporte existente”. Além disso, respondeu que os recursos para programas de ampliação e manutenção do sistema cicloviário seguem mantidos, sem alterações.

Ambas as propostas são voltadas ao transporte coletivo de passageiros. A Fipe seria responsável por estimar custos de implantação e operação, dimensionar possíveis financiamentos e subsídios necessários e analisar modelagens de contrato, como por meio de concessão pública ou Parceria Público-Privada (PPP). A avaliação inclui, ainda, tarifas, demanda de passageiros, receitas e cronograma.

Foto: Divulgação

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