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Associação Viva Leopoldina questiona projeto de intervenção urbana no bairro

Em vídeo, integrantes explicam proposta e propõem cenário B

Publicado às 12h45

Por Cristina Braga

Os integrantes da Associação Viva Leopoldina (AVL) decidiram realizar um vídeo em que questionam alguns pontos do PIU (Projeto de Intervenção Urbana Vila Leopoldina/ Villa-Lobos). A produção, que tem
quatro minutos, aborda a situação das comunidades da Linha e do Nove, assentadas nos arredores da Ceagesp, no terreno da Votorantim, há 50 anos – demarcado como Zeis 1 (Zona Especial de Interesse Social).

Pelo projeto da Prefeitura, as comunidades poderão ser removidas pelo setor privado a cerca de um quilômetro. Dos novos apartamentos, 250 fi carão dentro do próprio terreno da Votorantim, e o restante – aproximadamente 500 – em um terreno público conhecido como a antiga garagem da CMTC, área nobre do bairro.

A comunidade da Linha conquistou o direito de moradia em uma ação judicial movida pelo Instituto Acaia, em 2009, de usucapião. “Pelo PIU, as famílias vão ficar em um terreno a 900 metros dali, mas como vão pagar as parcelas dos apartamentos? Se a Ceagesp sair do bairro, como ficam os empregos? E, afinal, verticalizar as comunidades é uma boa solução?”, questionam os integrantes da AVL, que afirmam, ainda, que o terreno em questão está contaminado por óleo e hidrocarbonetos.

“Se a Votorantim utilizar a capacidade construtiva proposta no projeto, poderá faturar até R$ 5 bilhões para ‘poder’ construir mais alto, devendo pagar um imposto, conhecido como outorga onerosa, na ordem de R$ 240 milhões. Mas, para compensar, a empresa pede um desconto de R$ 160 milhões e, com o ‘troco’, planeja o reassentamento”, argumenta Carlos Alexandre, membro da AVL. Para ele, a Prefeitura
“perde centenas de milhões com isso, pois trata-se de um grande desequilíbrio econômico”. “Os
investidores, por sua vez, pagarão menos impostos, construirão mais alto e vão faturar bilhões.”

Em audiência pública realizada no último dia 22 de junho, a Prefeitura de São Paulo apresentou somente um (cenário A) dos cinco cenários possíveis para o PIU. Já a Associação Viva Leopoldina defende o cenário B como alternativa à proposta, com a melhoria do número de contrapartidas para o bairro.

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