REGIONAL

Chuva forte causa prejuízos e interrompe atividades na Ceagesp; entreposto está alagado

Publicado em 10/02, às 12h10

Por Priscila Perez

A Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) teve suas atividades interrompidas nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, devido ao temporal que tem castigado a capital paulista desde domingo. Com a chuva forte, o maior entreposto da América Latina amanheceu debaixo d’água, totalmente alagado. “Todos os esforços estão sendo tomados para que a situação volte à normalidade o mais rápido possível. Pedimos a compreensão e colaboração de todos”, salienta a entidade.

Entorno da Ceagesp alagado. Foto: Reprodução/Marina Salles/Valor.

De portas fechadas, a Ceagesp permanece inoperante ao longo desta segunda chuvosa, dia em que ocorre a reposição de estoques. A sorte, segundo Hilton Piquera, diretor do Sindicato do Comércio Atacadista de Hortifrutigranjeiros e Pescados (Sincomat), é que os armazéns estavam praticamente vazios. “Lógico que se perderá mercadorias, mas grande parte delas ainda está em cima dos caminhões e a água não as atingiu”, destaca. Mas ainda é cedo para falar em prejuízos. Só amanhã, quando a água escoar, será possível mensurar os estragos. Apenas com a interrupção de suas atividades, o entreposto deixou de comercializar nesta segunda-feira cerca de dez mil toneladas de mercadorias. Além disso, segundo o diretor da área de qualidade da Ceagesp, Gabriel Bittencourt, os permissionários ainda terão de jogar fora os alimentos que foram comprometidos pela chuva.

Caminhão ilhado na Ceagesp. Foto: Reprodução.

O entreposto virou um oceano em plena Vila Leopoldina. No entorno, o cenário é idêntico: ruas alagadas, carros cobertos e água até a metade dos caminhões. Um homem chegou a usar um remo em uma base improvisada para conseguir se locomover. Localizada próximo à Avenida Gastão Vidigal, a Ceagesp costuma alagar quando chove forte na região, mas nunca ficou tão ensopada como hoje. Impedidos de trabalhar, os permissionários que atuam no local são obrigados a conviver com enchentes ao menor sinal de chuva, mesmo pagando milhões em IPTU aos cofres públicos: só 2019, foram quase 26,5 milhões. É uma equação simples, que leva em conta as melhorias realizadas no bairro – só não sabemos quais foram.

 

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