Publicada em 24/6/2026 às 9h42
Por Redação
Estudo mostra contraste entre regiões da cidade de São Paulo: enquanto moradores da Consolação vivem, em média, até os 80 anos, na Brasilândia a expectativa de vida é de 64 anos. O bairro, aparece pelo segundo ano consecutivo como o distrito com pior qualidade de vida da capital, segundo o Mapa da Desigualdade, elaborado pela Rede Nossa São Paulo. O levantamento analisa mais de 50 indicadores relacionados a áreas como saúde, educação, moradia, mobilidade, segurança e meio ambiente nos 96 distritos da cidade.
O levantamento evidencia uma divisão territorial da cidade: enquanto as primeiras colocadas estão localizadas no centro expandido, as últimas posições se concentram em bairros periféricos.Com mais de 400 mil habitantes, a Brasilândia enfrenta desafios históricos relacionados ao acesso a serviços públicos. Para o líder comunitário Henrique Deloste, da Associação de Moradores da Brasilândia, a população sofre principalmente com dificuldades na área da saúde.
Na Brasilândia, por exemplo, um em cada quatro moradores vive em habitações consideradas precárias, segundo o estudo. Já a Prefeitura de São Paulo afirmou que os investimentos municipais consideram as diferentes realidades dos territórios e que todas as regiões da cidade recebem planejamento e recursos. Em relação à saúde, a administração informou que a UPA Jardim Elisa Maria I passou a contar com novas especialidades médicas e que outras unidades foram entregues na região. Sobre cultura, a prefeitura destacou equipamentos como a Casa de Cultura da Brasilândia, a Biblioteca Afonso Schmidt e o cinema do CEU Paz. Em relação à mobilidade, afirmou que criou 54 quilômetros de faixas exclusivas de ônibus na cidade e que a Brasilândia é atendida por 67 linhas de ônibus que conectam o bairro à rede de transporte sobre trilhos e a regiões como Lapa, Santana e Barra Funda.
Brasilândia: Foto: Reprodução G1/TV Globo










