SAÚDE

Intervalo para reforço vacinal será de quatro meses mesmo após recomendação contrária da Anvisa

Publicado em 06/12/2021 às 9h0

via G1

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no último sábado (4) que manterá a decisão de redução do intervalo de aplicação da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 no estado, mesmo após recomendação feita pela Anvisa para que a medida seja revista.

Em coletiva de imprensa realizada em Nova York, nos Estados Unidos, o governador afirmou que a Anvisa não tem poder de proibir decisões estaduais. “São Paulo vai seguir a orientação do seu comitê científico. A Anvisa não tem o poder de determinar, proibir decisões estaduais. Constitucionalmente, aliás, isso foi reforçado por uma decisão recente do STF: cabe aos estados definirem as suas políticas de vacinação e as suas políticas de saúde”, disse Doria.

Na noite de sexta-feira (3) a Anvisa respondeu a um ofício da Secretaria Municipal de Saúde e recomendou que a prefeitura reavalie a decisão de reduzir o intervalo de aplicação da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 de 5 para 4 meses. A agência afirmou que não há evidências de que os benefícios da antecipação superem os riscos desconhecidos de aplicação diferente do que consta na bula dos imunizantes.

Vacinação antecipada

A partir de agora, os maiores de 18 anos de idade, que tomaram a segunda dose dos imunizantes contra a Covid-19 há pelo menos quatro meses, já podem comparecer aos postos de vacinação da cidade. Com a nova diretriz, cerca de 1,2 milhão de paulistanos ficam aptos a receber a dose adicional. “As estratégias adotadas fazem parte de um esforço para que não haja uma aceleração do número de casos e internações, após o surgimento da variante ômicron”, reforça Edson Aparecido, secretário municipal da Saúde.

Idoso vai a um dos postos drive-thru montados pela Prefeitura para ser vacinado. Foto: Reprodução/Alexandre Moreira/Prefeitura de SP

Com o surgimento da variante ômicron, a SMS reforçou seus processos de trabalho, que consistem no  fortalecimento da vigilância genômica para a identificação da circulação da nova variante, reafirmação das orientações do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) referentes às medidas não farmacológicas (como uso de máscara, higienização frequente das mãos e distanciamento), orientação de isolamento de pacientes e familiares, a importância da quarentena para pacientes e comunicantes, além de estipular os critérios na avaliação de suspeitos e observação de condições clínicas.

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