Publicada em 07/7/2025 às 11h07
Por Redação
O Mapeamento do Cinema Indígena no Estado de São Paulo, realizado pela Spcine, identificou 42 pessoas indígenas envolvidas com produção audiovisual no estado, atuando em aldeias, contextos urbanos e universidades. Segundo o Censo 2022, São Paulo reúne cerca de 55 mil indígenas, sendo 92% em áreas urbanas e 8% em Terras Indígenas.
A maioria dos produtores mapeados pertence ao povo Guarani Mbyá, mas também há representantes dos povos Pankararu, Tupiniquim, Tukano, Baniwa, Aymara, entre outros. A produção identificada aborda temas como meio ambiente, identidade cultural, retomadas de território, igualdade de gênero e resistência política. As iniciativas de formação e produção audiovisual indígena no estado começaram no início dos anos 2000, com projetos em aldeias Guarani Mbyá no litoral e ações do Comitê Interaldeias e do Instituto Catitu, voltadas à capacitação de comunicadores e ao fortalecimento do audiovisual como ferramenta de expressão e articulação política.
O mapeamento destaca experiências recentes como a formação de mulheres cineastas em Tenondé Porã, projetos em parceria com a Spcine, expansão de coletivos na Aldeia Multiétnica de Guarulhos e novas produções no Jaraguá, incluindo curtas premiados em festivais. Essa diversidade mostra como o cinema indígena circula entre o registro de memórias e a experimentação artística, desenvolvendo uma linguagem própria e engajada. O relatório também aponta a necessidade de ampliar a circulação das obras, sua preservação e o acesso a políticas públicas voltadas ao fomento e à distribuição.
Foto: Youtube




















