Publicado em 31/10, às 11h
Por Priscila Perez
Uma mudança na Lei de Uso e Ocupação do Solo, que norteia o zoneamento da cidade, vai permitir a construção de prédios mais altos dentro dos bairros e nas avenidas que interligam os distritos. Além dos espigões, a Prefeitura quer mais vagas de garagem nos prédios localizados em grandes avenidas. As novidades foram incluídas na revisão da lei que será lançada à consulta pública nesta quinta-feira, 31 de outubro. Com isso, a população poderá debater as propostas e sugerir mudanças, as quais serão analisadas em futuras audiências públicas. Tudo isso precisa ocorrer até o final do ano, quando o projeto deverá ser enviado para a Câmara Municipal.

De acordo com o Plano Diretor Estratégico (PDE), aprovado em 2014, as zonas mistas, que reúnem comércios e residências, só podem receber prédios de até oito andares, com 28 metros de altura. Mas o mercado imobiliário sonha mais alto e quer construir edifícios maiores no miolo dos bairros. Em resposta, a Prefeitura ampliou o limite para até 48 metros, o equivalente a 13 andares. Já nas zonas de centralidade, onde há avenidas médio e grande porte com largura mínima de 12 metros, o patamar também aumentou de 48 metros para 60 (cerca de 17 andares). Em teoria ao menos, a ideia é promover o adensamento de forma regular nessas regiões sem comprometer o trânsito.
A revisão na Lei de Zoneamento também é menos rígida quanto à oferta de vagas de garagem. Anteriormente, o PDE queria estimular o uso do transporte público pela população no entorno de grandes avenidas, que concentram linhas de ônibus e metrô. Sendo assim, poderiam existir prédios com uma ou nenhuma vaga de garagem. Agora, prédios com 50 apartamentos de 80 metros quadrados poderão oferecer 66 vagas, dando margem às construtoras.










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