COTIDIANO

Pesquisa da USP aponta que dispersão de usuários de drogas resultou em 16 novas cracolândias na cidade

Publicado em 13/07/2022 às 11h

por Redação/via G1

A recente dispersão dos usuários de drogas que estavam concentrados na Praça Princesa Isabel colocou a cidade toda em alerta. Segundo pesquisa da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, a ação da Prefeitura resultou na criação de 16 novas “cracolândias” na região central, isso sem falar nas “microcracolândias” que se multiplicam por bairros mais distantes do centro, como a Vila Leopoldina (sobretudo na Gastão Vidigal).

Deslocamento da Cracolândia. Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com o estudo, esses 16 novos endereços reúnem entre 20 e 200 pessoas. Se antes a cracolândia afetava o entorno da Praça Júlio Prestes (quatro quarteirões), agora o impacto é oito vezes maior. A tática da Prefeitura de esvaziar a Praça Princesa Isabel tem sido criticada por especialistas e comerciantes da região, que passaram a conviver diariamente com aglomerações de usuários de drogas. No início da semana, alguns comércios foram saqueados e  outros passaram a trabalhar com meia porta aberta.

Praça Princesa Isabel em maio de 2022. Foto: Reprodução/Danilo Verpa/Folhapress

Criminalidade

Para o prefeito Ricardo Nunes, a recente onda de violência teria a ver com uma possível “falta de fornecimento de drogas”, após as ações da Prefeitura na região da Cracolândia. “Com a falta de oferta abundante da droga, as pessoas ficam mais agressivas, têm comportamento mais fora do padrão normal. Infelizmente a gente vai ter que estar passando por essa fase, infelizmente é uma etapa que a gente precisa vencer, mas não podemos parar.”

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