COTIDIANO

Régis Bittencourt é duplicada após ficar mais de sete anos em obras

Rodovia, principal ligação entre o Sul e o Sudeste, já foi conhecida como 'Rodovia da Morte'. Trecho ficará mais seguro para os motoristas

Publicado às 12h45

G1 São Paulo

Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), principal ligação entre o Sul o Sudeste do país, foi totalmente duplicada, após dez anos de ser privatizada. O trecho mais perigoso, a Serra do Cafezal, foi inaugurado nesta terça-feira (19). A cerimônia de entrega ocorreu no Km 362, na altura do município de Miracatu, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo. Com a duplicação, espera-se que a rodovia perca o título de “Rodovia da Morte”.

A abertura das novas pistas da Régis Bittencourt foi um momento de festa, com a presença de autoridades, um marco para deixar para trás uma história de tragédias.

Com 496 quilômetros, a estrada é corredor de transporte também do Mercosul: 60 % dos mais de 25 mil veículos que passam na via por dia são pesados. Peso demais para as pistas construídas nos anos 60. O caminho estreito, lento e acidentado passou a dar prejuízos.

“Os congestionamentos atraíram para a região ladrões de carga. A maioria dos caminhões que ali paravam era saqueada, era roubada, portanto, nós tivemos um verdadeiro caos. Isso é custo Brasil na veia”, diz Urubatan Helou, vice-presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logísticas.

Por tudo isso e, principalmente, pelos acidentes, a Régis ganhou o codinome de “Rodovia da Morte”. Só em dois acidentes, em 1993, foram 77 mortos. Os protestos se multiplicaram, mas as obras de duplicação se arrastaram.

Em 2008, as obras e a administração da Régis foram concedidas para a iniciativa privada. A duplicação total deveria ser concluída em 2013, mas os desafios ambientais e desapropriações atrasaram de novo a entrega.

Em 2011, um caminhoneiro uruguaio se envolveu em um acidente que mutilou o motorista da carreta que vinha em sentido contrário.

“Quantas famílias mais vão ter que chorar tragédia ali, isso que eu acho que teria que ter um pouco mais de atenção naquele trecho do Cafezal”, disse o caminhoneiro Jorge Aurélio Nantes à época.

Todo motorista que passa pela rodovia tem uma história ruim para contar. Lembranças que todos querem deixar para trás. As pistas duplas, nos 30 quilômetros da Serra do Cafezal, cortam a floresta e passam pelo meio das rochas. Quatro túneis e 39 pontes foram construídos pela concessionária Arteris, com o custo de R$ 1,3 bilhão financiados pelo BNDES.

Na Serra do Cafezal, o asfalto das pistas do sentido Curitiba (PR) só serão recapeados nos próximos meses. O último incômodo para motoristas como o Luiz Carlos de Souza. “A quantidade enorme e absurda de caminhão que desce aqui tem que ter um asfalto preparado para isso”, opina ele.

O que está feito pode mudar a história da Régis Bittencourt. “É um novo momento, basta agora que cada motorista cumpra o seu papel e respeite a sinalização. Nós teremos uma convivência extremamente importante, segura e com número de acidentes menor”, diz Francisco Pires de Oliveira, oordenador de Tráfego da Arteris Régis Bittencourt.

“Vai melhorar bastante, o fluxo vai ser bem melhor pra se trabalhar”, diz Luiz Carlos.

 

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